segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Para Refletir

Últimos

Na terra, é sempre difícil corresponder à expectativa do Céu, quando nos situamos nos primeiros lugares da vida de relação.

Aqueles que dominam nos enganos educativos da carne se algemam, habitualmente, a tantos compromissos com a sombra que, de modo geral, não dispõe de recursos senão para a defesa obstinada dos seus tesouros de ilusão.

A evidência no mundo, quase sempre, é aflitivo cativeiro.

A liberdade, entre as criaturas terrestres, é supressão de liberdade.


A riqueza material, freqüentemente, é dolorosa escravidão do espírito.

A mocidade física, em muitas ocasiões, é tentação à indisciplina com imprevisíveis conseqüências.

A autoridade terrena costuma ser amargurosa tortura moral.

A vitória, entre os homens, na maioria das vezes, sofre lastimável degenerescência, arrojando-se facilmente aos despenhadeiros do crime e do arrependimento.

Mas os que sabem caminhar, nos últimos lugares do mundo, realizam sublimes aquisições da alma, no rumo da Imortalidade.

Quem sabe apagar-se na humildade contempla a Divina Claridade que fulge mais além.

Quem aprende a perder para as trevas entra na posse dos Tesouros Imperecíveis da Luz.

Quem não pode brilhar nos artifícios da carne volta-se para dentro do perto ser e aí consegue plasmar qualidades de Eterna Beleza.

Quem sabe receber a lição dos vencidos, enche-se de misericórdia e compreensão, convertendo-se em luminoso vaso de fraternidade, por onde se derrama o auxílio de Deus para as criaturas.

Se te encontras, acaso, entre os últimos, guarda a paciência e regozija-te, porque estarás na companhia daquele que se fez o derradeiro de todos os tempos, como a Sublime Fonte de Luz, que agiganta com os séculos, clareando o roteiro dos homens,, na Terra e além da morte.

Livro: Harmonização / Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

Para Refletir

Trabalhemos Também

“E dizendo: – Varões, porque fazeis essas coisas?
Nós também somos homens como vós, sujeitos às mesmas paixões.”
 – Atos, 14:15.

O grito de Paulo e Barnabé ainda repercute entre os aprendizes fiéis.

A família cristã muita vez há desejado perpetuar a ilusão dos habitantes de Listra.

Os missionários da Revelação não possuem privilégios ante o espírito de testemunho pessoal no serviço. As realizações que poderíamos apontar por graça ou prerrogativa especial, nada mais exprimem senão o profundo esforço deles mesmos, no sentido de aprender e aplicar com Jesus.

O Cristo não fundou com a sua doutrina um sistema de deuses e devotos, separados entre si; criou vigoroso organismo de transformação espiritual para o bem supremo, destinado a todos os corações sedentos de luz, amor e verdade.

No Evangelho, vemos Madalena arrastando dolorosos enganos, Paulo perseguindo ideais salvadores, Pedro negando o Divino Amigo, Marcos em luta com as próprias hesitações; entretanto, ainda aí, contemplamos a filha de Magdala, renovada no caminho redentor, o grande perseguidor convertido em arauto da Boa-Nova, o discípulo frágil conduzindo à glória espiritual e o companheiro vacilante transformado em evangelista da Humanidade inteira.

O Cristianismo é fonte bendita de restauração da alma para Deus.

O mal de muitos aprendizes procede da idolatria a que se entregam, em derredor dos valorosos expoentes da fé viva, que aceitam no sacrifício a verdadeira fórmula de elevação; imaginam nos em tronos de fantasia e rojam-se-lhes aos pés, sentindo-se confundidos, inaptos e miseráveis, esquecendo que o Pai concede a todos os filhos as energias necessárias à vitória.

Naturalmente, todos devemos amor e respeito aos grandes vultos do caminho cristão; todavia, por isto mesmo, não podemos olvidar que Paulo e Pedro, como tantos outros, saíram das fraquezas humanas para os dons celestiais e que o Planeta Terreno é uma escola de iluminação, poder e triunfo, sempre que buscamos entender-lhe a grandiosa missão.

Pão Nosso / Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

Programação de setembro

Capítulo XX - Os trabalhadores da última hora


Fontes complementares:


Jesus e o Evangelho - À Luz da Psicologia Profunda - Joanna de Ângelis / D. Franco, pág. 171
Pão Nosso – Emmanuel / Franscisco C. Xavier
Livro Harmonização - Emmanuel / Francisco Cândido Xavier
Livro dos Espíritos Terceira Parte – cap. XII: Paixões
Lampadário Espírita - Joanna de Ângelis / D. Franco, cap. 52